Fernandinha é a 1ª menina skatista no JNP


 

Em janeiro de 2025 o Jornal Nosso Pedregulho (JNP) criou a editoria skate, por ser um esporte que ganhou importância mundial nos 90´s, pelo relacionamento direto com Guaratinguetá e Jacareí nos 80´s, sua evolução esportiva, mostrada em 2020 quando estreou nos Jogos Olímpico de Tóquio.

Boa parte dos skatistas que participaram do boom do skate no Brasil (80´s) foram entrevistados pelo JNP e nesta edição, a skatista Fernanda de Castro Peinado Galdino, 15 anos, a Fernandinha, é a primeira menina entrevistada pelo (JNP), faz parte da principal Seleção Brasileira de Skate Park e ocupa o sexto lugar no STU (Skate Total Urbe).



Fernandinha contou ao JNP que mora na Freguesia do Ó, SP capital, que começou a andar de skate com 8 anos por incentivo de seu pai, Luiz Fernando Galdino da Silva, que também anda de skate e que sua mãe, Talita de Castro Peinado quem a leva para os treinos todos os dias, o que a tornou uma das principais skatista do Brasil. “Minha ficha caiu quando fui chamada pelo STU. Hoje ando em todas as modalidades esportiva do skate, mas compito só na Park. Já participei dos campeonatos, Paulista, Brasileiro, STU, mundial, fui Campeã brasileira 2024 no pro, já ganhei STU”, disse Fernandinha, lembrando que já andou de skate na Itália.



De acordo com o Guia Nike e o glossário oficial das Olimpíadas, não é possível listar absolutamente todas as manobras do skate, pois elas são infinitas, formadas pela combinação matemática de rotações em três eixos (X, Y e Z), posições dos pés (bases) e obstáculos. No entanto, o universo do skate se divide em categorias principais que dão origem a milhares de variações. “Pra mim a manobra mais difícil é Blunt Front Side (*ˡ) e, a mais fácil é o Flip Indy (*²)”, disse Fernandinha que é patrocinada pelas marcas Cavepool, Trurium, Hocks e Niggli.

Na opinião da Fernandinha os EUA tem os melhores skatistas e o Brasil é o país que mais tem skatistas. “O skate no Brasil evoluiu muito. Na minha opinião o principal campeonato do Brasil é o STU (Skate Total Urbe)”, disse Fernandinha, afirmando que tem contato com todas as skatistas de destaque no Brasil.

 


*ˡ Consiste em bater o tail (rabeta) na borda de um obstáculo ou transição, travando o skate verticalmente com o peso do corpo sobre a perna de trás, enquanto o tronco realiza uma rotação de frente (frontside) para retornar à base.

 

*² É uma combinação de nível avançado que junta o Flip (giro lateral do skate) com o Indy Grab (segurar a lateral do shape com a mão de trás). Ela é executada quase exclusivamente em rampas, bowls, quarteirões ou transições, pois exige tempo de voo (airtime) suficiente para girar, segurar e soltar antes de pousar.

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