EDITORIAL- Ecochatos contra a Devastação
Ecochatos contra a Devastação
Já faz alguns anos que estamos
vendo grandes catástrofes naturais no Brasil e, muitas delas acabaram com
cidades inteiras, causam enormes transtornos e muitas mortes. O calor intenso,
queda no nível das águas nas barragens que abastecem centenas de milhares de
residências, ar com baixa umidade, chuvas avassaladoras, chuvas de granizos,
enchentes, tromba d’água são reflexos do descuido do Meio Ambiente brasileiro, que no final do ano
passado e no início deste ano, fez com que o Mar se mostrasse revolto em quase
todo litoral brasileiro e as enchentes causaram mortes e destruições.
Todo esse “destempero da natureza” no Brasil é fruto da negligência com o Meio Ambiente e o ceticismo de autoridades que
ao invés de proteger as nossas matas, nossas florestas, à biodiversidade e os Povos
Originários, os deputados federais aprovaram o Projeto de Lei que ficou
conhecido como PL da Devastação, por dispensar o licenciamento
ambiental para atividades agrícolas e a pecuárias. Nada contra o a
agropecuária, nós sabemos que essas atividades são de suma importância, mas é
hora de haver um equilíbrio, fazer o desenvolvimento agropecuário brasileiro
sem afetar o nosso Meio Ambiente.
Existe
um grupo de pessoas no Brasil, principalmente no Congresso Nacional, que em
defesa da destruição do Meio Ambiente brasileiro, chamam de Ecochatos os cientistas, os órgãos de defesa do Meio Ambiente, os ecologistas e demais
defensores do Ecossistema, o que não faz o menor sentido e ano após anos é possível
comprovar que não só os brasileiros, mas o mundo inteiro, precisam cuidar do Meio Ambiente.
O Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) expressou profunda
preocupação com a Lei da Devastação, por representar um retrocesso
significativo à atual legislação, flexibilizando todas as etapas do
licenciamento ambiental, com redução de instrumentos e normas, dispensa de
estudos e monitoramento de impactos e diminuição do poder da fiscalização por
parte dos órgãos públicos.
A
nova Lei revoga a obrigação de autorização do órgão para o licenciamento de
empreendimentos com impacto ambiental significativo em unidades de conservações
federais, substituindo-a apenas por uma manifestação não vinculante limitada a
casos específicos. O projeto aprovado representa um grande risco para a
integridade das áreas federais protegidas, dado o conhecimento técnico
específico que o ICMBio detém sobre cada uma delas e compromete gravemente a
capacidade do órgão gestor de assegurar a compatibilidade entre atividades
econômicas e proteção da biodiversidade brasileira em unidades de conservação.
Há tempos cientistas publicam
fortes evidências de que o aquecimento do clima está tornando as ondas de calor
intenso mais frequentes e também está causando tempestades de chuva
mais pesadas e, as inundações costeiras estão piorando à medida que
os oceanos sobem por causa das emissões humanas. O aquecimento global
intensificou as secas em regiões como o Oriente Médio, e pode
ter fortalecido uma recente seca no Sul/Sudeste brasileiro.
Todos os problemas negativos que
ocorreram no Brasil devem se repetir de forma mais grave e atingir um número
maior de brasileiros caso as autoridades não tomem as devidas providências. Quanto
aos deputados que aprovaram a Lei da Devastação, o “remédio” pode ser dado a
eles nas eleições de outubro de 2026, escolhendo candidatos comprometidos com a
preservação do Meio Ambiente, no mais Olho Vivo e Faro Fino!

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