Kaveras Bowl André Xulé, skate na veia

 André Xulé  skate na veia!


O skatista André Carlos Delvecchio, 53 anos, engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho e Especialista em perícia e avaliação, conhecido no meio skatista como Xulé, conta que começo a andar de skate com 10 anos, por influência de um amigo e desde então continua exercitando o 2º esporte mais praticado no Brasil, que participou de vários campeonatos realizados no Itaguará Country Clube e em no Trianon Clube em Jacareí.

Para Xulé o skate é uma expressão de liberdade, uma terapia. “O skate foi uma forma de libertação, eu queria muito uma prancha de surfe, eu tinha vários amigos surfando, mas meu pai me segurou um pouco, disse: Não, o surfe é perigoso, aí comecei com o skate, mas o surfe e o skate para mim têm mesma linha de raciocínio, liberdade, esporte radical”, disse.

Delvecchio conta que participou de muitos campeonatos de skate no Itaguará Country Clube (ICC). “Cara, na década de 90 eu fiquei um tempo sem andar de skate, eu fui fazer faculdade, me casei, fiquei um pouco mais distante, andava poucas vezes, um mês sim, um mês não, não tinha uma cadência, mas eu lembro do meu primeiro campeonato no Itaguará, isso deve ter sido em 83/84, eu tinha um poster no meu quarto, o Yndyo ainda tem esse poster, tradicional, que na época era feito em serigrafia, de uma cor só, monocromática, então a gente sempre brincou, na verdade o campeonato é uma maneira de integração, nunca andei no intuíto de ser profissional, nunca  pensei em  viver do skate”, disse. 

Xulé conta que tem boas recordações de Guará e Jacareí, mas também que andou em outros Estados e até fora do Brasil. “Eu sempre viajei, fui pra California, isso em 97, quando a gente fez uma tripe, na época não tinha GPS, nem porr@ nenhuma. Tinha um amigo nosso que tinha parente lá, aí fomos pra lá, 8 moleques, e a namorada de um camarada nosso, ficamos rodando 30 dias lá, quando o dólar virou um pra um (real), uma viagem inesquecível, mas campeonato é isso, é integração e, o Itaguará, sempre teve em evidencia, nos últimos 10 anos tenho corrido o circuito geral brasileiro, é uma forma da gente tá curtindo a vida aí, vendo os amigos de outras cidades, já corri Porto Alegre, Curitiba, Joinville, Rio, BH várias vezes, em fim, tamo aí mantendo a atividade”, explicou o skatista, lembrando que tem camisetas dos campeonatos do ICC, medalhas e troféus, Falar de Guará é... até arrepia... em 82 era a única pista que tinha transição. Antes de 2015 não tinha muita pista e a mais próxima e boa era em Guará, então a gente ia três vezes por semana, saia às 6 horas da manhã de Taubaté no busão pra Aparecida, não tinha busão direto pra Guará, aí chegava as 7:30 horas voltava pra casa meia noite, uma hora duas horas, passava o dia inteiro lá no Itaguará, na base de fandangos, comendo qualquer coisa, e andando muito de skate, muito tombo, muita vaca, muita história, Guará é o berço, memória afetiva, muita coisa boa, muita coisa legal”, lembrou Xulé». 

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