Por Ana Paula Assad- Psicóloga, formada Pela UNITAU, Pós graduada em Terapia Cognitiva Comportamental pela Unisal-Lorena @psicoanaassad


Era só um cachorro?

Não!!! Era uma vida!

O covarde e aterrorizante episódio do assassinato do cãozinho Orelha em Florianópolis que chocou o país e gerou uma comoção gigante nas redes sociais, nos mostra o fracasso de uma sociedade que é tolerante, que banaliza os valores que nos tornam "humanos", pais que confundem permissividade com amor e agindo assim sustentam a impunidade, a falta de limites e a ausência de empatia.

A coação das testemunhas é tão grave quanto o ato em si e se ficarmos em silêncio e deixarmos cair no esquecimento, nos tornaremos coniventes com a perversidade, matar um animal não é diversão, é crime contra a vida, que precisa de punição e de responsabilização. A violência não começa grande, ela tem escalas.

A Teoria do Elo demonstra a conexão direta entre maus-tratos a animais e a violência interpessoal (doméstica, contra mulheres, crianças e idosos). Formulada na década de 1980, ela estabelece que agressores de animais frequentemente reproduzem a violência contra pessoas vulneráveis, sendo o abuso animal um indicador de alerta.

Que a gente não perca a capacidade de se indignar diante de qualquer violência, que a gente não normalize a crueldade, porque se isso acontecer...não haverá luz no fim do túnel.  Silêncio é permissão. Silêncio é omissão.

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