Por Glauco Morais, psicólogo e psicanalista contato 12 3959-1427
As vidas que parecem dar certo *Amor que faz sofrer. Desamor que faz chorar.*
Algumas histórias de amor — quando começam — são quase perfeitas. A conversa flui. A música é a mesma. O assunto não se esgota Por um tempo, tudo parece indicar que finalmente encontramos quem faltava. No começo, o amor é um exercício de imaginação... Antes mesmo de conhecer profundamente o outro, já existe uma ideia de quem ele deveria ser —uma versão possível para nossas vidas já foi pensada. Nosso "amor" é uma expectativa silenciosa que vai se instalando aos poucos em nosso imaginário —quase sem ser percebida —e que nos acompanha por muito tempo. E por algum tempo, essa expectativa parece coincidir com a realidade. Encontramos alguém que nos entende, que nos completa. Até que um pequeno detalhe aparece. O outro escolhe uma música que não gostamos; tem outro prato preferido ou esquece algo que parecia importante. Toma um caminho que não estava exatamente no roteiro imaginado. Nada grave. Mas o suficiente para que algo se desloque discretamente... Não porque o amor tenha desaparecido, mas porque uma parte do amor nunca esteve apenas na pessoa que está diante de nós —esteve também naquilo que imaginamos que ela deveria ser. Há quem diga que amar é permitir que o outro esteja à vontade para ser quem é. Frase simples que costuma pedir algo difícil..

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