Índios Puri foram os primeiros moradores de Guaratinguetá
Dando continuidade ao resgate do passado do bairro
Pedregulho, o JNP entrevistou a simpática senhora Maria Aparecida
Bedaque, 81 anos, costureira que nasceu no Pedregulho pelas mãos da parteira
Mariquinha em 1944 e, cresceu brincando com Dilermano Reis (1916 -1977)
um importante guaratinguetaense que foi um dos maiores violonistas e
compositores do Brasil.
A proximidade entre a costureira e o violonista ocorreu porque ambos moravam na então Rua Tupi, que hoje se chama Francisco Santos Reis, onde desde os anos 60 ocorrem as feiras de rua todas as quartas-feiras. “A casa do Dilermano ficava na frente da casa do meu pai, então a gente brincava na rua que era de terra, haviam poucas casas no bairro e as que existiam não tinham muro, todos os moradores se conheciam”, recordou Maria Bedaque, frisando que o pai dela foi o 1º a construir mura na casa, por exigência do então prefeito Rafael Ranieri.
Era de Ouro- Além de violonista, Dilermano
Reis foi compositor e professor de música, considerado um dos maiores mestres
do violão em sua época e um dos mais influentes da história do Brasil, foi um
dos artistas de maior sucesso comercial da gravadora Continental, teve sua
carreira marcada pela atuação proeminente na ‘Era de Ouro’ do rádio brasileiro, de1930 a 1950.
Puris- Maria Bedaque conta que na década de 40,
o Pedregulho tinha muitos terrenos baldios, poucas casas, as ruas eram de terra
e a maioria tinham nomes indígenas. O JNP apurou que no Vale do Paraíba
e Litoral Norte viveram as seguintes tribos: Tamoios e Tupinambás
no litoral, os Guaianases, os Puris e Coroados
no interior do Vale e em suas Serras e, que os primeiros moradores de
Guaratinguetá foram os indígenas da etnia Puri.
. “Eu não sei por qual motivo, se aqui teve alguma
aldeia, mas é fato que com o passar dos anos os nomes indígenas das ruas do
Pedregulho foram substituídos”, disse a costureira.
Nas lembranças de Maria Bedaque constam o tempo em que ela e suas amigas iam tocar o sino da Igrejinha, atua Paróquia Nossa Senhora da Gloria, quando iam tomar leite de vaca tirado na hora, da festa Junina na rua Tupi feita pelo senhor Salgado, nos piqueniques na Caixa D´água, as procissões da Igrejinha, quando a escola Costa Braga era na Av. João Pessoa e, do tempo que a fábrica de tecidos funcionava onde hoje é o AME (Assistência Médica Especializada) do Pedregulho. “Era um tempo muito bom, não tinha insegurança, a gente andava tranquilamente de bicicleta pelo bairro, mas com o passar dos anos tudo foi se modificando”, lembrou a costureira.
Para Maria Bedaque o crescimento do bairro ocorreu
definitivamente quando Luiz Mendes de Oliveira, o seu Oliveira, construiu a
SABAP no bairro Pedregulho. “Depois que começou a funcionar a SABAP, muitas
pessoas compraram terrenos no Pedregulho e construíram suas casas, muito dessas
pessoas eram da Escola da Aeronáutica, foram aparecendo mais comércios e os
eventos que eram feitos pela SABAP, atraiam muita gente de Guará e até de
outras cidades”, disse a costureira.







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