Editorial
O presidente republicano Donald John Trump comemorou nos últimos dias o
avanço dos governos da direita na América do Sul, que teve início com a Argentina,
depois o Equador, Paraguai, Chile,
Bolívia, Colômbia, Peru e,
ainda que indiretamente o Trump demonstrou apoio ao pré-candidato Flavio
Bolsonaro à eleição deste ano no Brasil. É natural que a direita tenha avançado
nos países latinos, pois os eleitores desses países deixaram de acreditar nos
governos de esquerda, que esteve a frente da Argentina por 16 anos, do Equador
por 14 anos, do Chile por 25 anos e da Bolívia por 20 anos, então a mudança faz
muito sentido.
No caso do Brasil, a direita e as elites conservadoras
governaram o país por 123 anos, porém, as classes sociais baixa e média
sentiram melhorias reais no governo da esquerda, pois ao tirar 36
milhões de pessoas da extrema pobreza e impulsionar 42 milhões pessoas para a
chamada "nova classe média", deu poder de compra a 78 milhões de
brasileiros que beneficiou diretamente as classes B e A que são proprietárias
de industrias, empresas e comércios em geral.
A polarização entre direita e esquerda continua forte no Brasil,
mas tem-se a impressão que os eleitores brasileiros estão anestesiados, pois
escolhem seus candidatos levando em consideração apenas ideologias ou as
indicações feitas por lideres religiosos, políticos ou influencias
estrangeiras.
Uma recente pesquisa do Datafolha apontou que 74% dos
brasileiros são contra qualquer interferência dos Estados Unidos no Brasil, mas,
analistas políticos e jornalistas acreditam que o apoio de Trump será vital
para que a direita volte a governar o Brasil, assim como também tem analistas e
jornalistas que acreditam que o apoio de Trump dará a vitória à esquerda.
É muito triste constatar que os eleitores brasileiros não
analisam os trabalhos políticos de seus candidatos. É por esse motivo que vale
a pena ter Olho Vivo e Faro Fino.

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