Interrupção de medicamentos pode ser fatal

 


Uma situação que causa muita preocupação às pessoas que precisam de medicamentos de uso contínuo, que são distribuídos gratuitamente aos pacientes, é não conseguir os remédios e em Guaratinguetá, essa questão pode ocorrer por dois motivos: perder a data da entrega da documentação ou, perder a data de retirada do medicamento. Os pacientes que retiram os medicamentos reclamam de não uma pessoa que possa resolver os seus problemas. 

O Jornal Nosso Pedregulho (JNP) ouviu pessoas que mensalmente retiram seus remédios no centro de distribuição municipal de Guaratinguetá e, essas pessoas disseram concordar com as datas de entrega dos documentos e para a retirada dos medicamentos, mas se queixaram dizendo que quando ocorre algum imprevisto, a unidade de distribuição não avalia os motivos e apenas informam que elas ficaram um mês sem o medicamento. “Tá tudo certo de ter essas datas, realmente tem que ter essa organização, mas, se acontecer um imprevisto e a gente não cumprir essas datas, a gente fica sem o remédio, isso eu não acho certo, deveria ter uma forma de a gente pelo menos poder explicar”, disse uma senhora que preferiu não se identificar, temendo algum tipo de retalhação.

O JNP apurou que um paciente que fique sem tomar medicamentos de uso contínuo pode causar uma série de problemas, inclusive o efeito rebote com crises agudas e complicações fatais como infarto, AVC ou falência de órgãos.



De acordo com a Ana Carolina Sbrama, subsecretaria de Saúde municipal, os medicamentos de uso contínuo são fornecidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), de forma nominal e, caso haja necessidade de regularizar, atualizar ou dar continuidade ao fornecimento, o paciente ou seu responsável legal poderá procurar o Setor de Assistência Farmacêutica ou o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), onde receberá as orientações necessárias. “Eu vou orientar melhor a nossa equipe para esclarecer de forma mais adequada aos pacientes”, disse a subsecretaria ao ser questionada sobre os casos em que pacientes ficaram sem os seus remédios.

A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado de São Paulo (CAF-SP) informou que o fornecimento dos medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) segue critérios técnicos e normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Secretaria de Estado da Saúde. “Caso ocorra atraso na entrega da documentação ou na retirada dos medicamentos, a situação é avaliada individualmente pela unidade responsável”, informou a CAF-SP alertando que os pacientes podem informar suas queixas na Ouvidoria em: https://ouvidoria.saude.sp.gov.br/Principal/ ou e-mail drs17-ouvidoria@saude.sp.gov.br

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