Luiz Calado- skate é lazer, diversão
O skatista, redator e fotografo Luiz Calado, 61anos,
morador de Los Angeles, California USA, contou que começou a andar de skate em
1976, aos 12 quando, foi morar em Moema Zona Sul de SP, e que nunca participou
de campeonatos, mas andou em pista da California, em Colorado, na Bigolandia em
Jacareí e que nuca foi skatista de alto nível. “Sempre andei pela diversão e
pelo prazer, fazendo manobras básicas. Sendo assim, muitas manobras são
difíceis, Flips principalmente. As que eu gosto mais, ou acho mais fácil, são Shove-its
e Manuals”, disse Calado, frisando que andou mais de Street, mas já brincou
bastante em Vert e Park.
Calado conta que nunca teve patrocínio oficial, mas como
estive envolvido na mídia por muitos anos, tirou proveito das regalias que lhes
foram oferecidas. “Fiz fanzine, fui fotografo, redator, trabalhei na (revistas)
Yeah! e na Skatin', fui sócio fundador da União Brasileira de Skate, viajei a
trabalho por todo o Brasil, do Rio Grande do Sul ao Amazonas... Sou muito grato
ao skate por todas essas experiências”, contou o fotografo.
Na opinião de Calado o skate brasileiro evoluiu mais
do que qualquer outro país no final dos anos 90 e, nas primeiras décadas dos
anos 2000, apesar das dificuldades econômicas. “Tive a oportunidade de
participar na fundação desse alicerce nos últimos anos da década de 80, e no
começo dos anos 90, e fico feliz de ter visto tantos skatistas brasileiros
despontando no cenário mundial desde então. Atualmente, vejo skatistas
japoneses pipocando em todas as modalidades e qualificando nas primeiras
posições em várias competições. Quando o skate virou modalidade olímpica
prevista para debutar nos jogos em Tóquio em 2020, a pandemia do Covid
"empurrou" a competição pra frente e deu aos japoneses mais um ano de
preparação, e eles não perderam tempo. Antes disso, você via um ou dois
skatistas japoneses no pódio; nos dias de hoje, eles são a maioria”, opinou.
Mesmo morando na California Luiz Calado mantem
contato com skatistas que tiveram destaque no Brasil. “Sim tenho contato,
existem muitos nomes do skate brasileiro que, como eu, se mudaram aqui para os
EUA: Bob Burnquist, Lincoln Ueda, Alvaro Porque, Daniel Trigo, Renato Cupim,
Kao Tai, Samuca, Thronn... A lista é longa e continua aumentando. Alguns desses
são até meus vizinhos!”, contou Calado, lembrando que por conta do teu irmão
skatista foi várias vezes na Bigolandia, pista do também skatista James Barbosa,
o Bigo, andou com o também skatista Antonio Loto, o Nê, inclusive o filhote de
Leão que morava na Bigolandia.
O redator acredita que o skate é uma atividade que nunca deixou de
evoluir, alguns o consideram esporte, outros estilo de vida, mas admite que o
skate passa por uma transformação inédita: De um lado a explosão do skate
feminino, algo que até pouco tempo atrás era quase impensável; De outro, o
crescente interesse corporativo, com mudanças no formato do X Games. A respeito
dos campeonatos que são realizados no Brasil, Calado disse: “Daqui dos EUA, me
parece que o STU tem hoje uma representação bastante forte no país. Além disso,
campeonatos de nível mundial como Street League e World Skate realizam eventos
no Brasil com frequência, permitindo que novos talentos apareçam no cenário”.


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