Saúde mental
Por Jorge Kather
Especialista em
Implantodontia na Clínica Kather em Taubaté
Em 2021, o Google indicou que a pergunta “como manter a saúde mental”
foi mais pesquisada do que em qualquer outro momento da história do navegador
em todo o mundo. Algumas das consequências da pandemia, como isolamento social,
incerteza sobre trabalho, aumento do tempo online e excesso de informações,
impulsionaram as discussões sobre o bem-estar mental e diminuíram o tabu que
existia em torno do tema.
A saúde mental está relacionada à presença de bem-estar no indivíduo.
Quando uma pessoa é capaz de realizar suas atividades habituais, de suportar o
estresse natural da vida, de contribuir com sua comunidade, pode-se dizer que
ela tem saúde mental.
Geralmente com o auxílio de profissionais adequados, uma pessoa que
apresenta transtornos mentais pode conseguir gerir sua vida, ser produtiva,
contribuir com seu ambiente, lidar bem com o estresse, ter bem-estar e
satisfação. Consequentemente, ela pode ter saúde mental. Mas existem diferentes
tipos de transtornos mentais?
Os transtornos mentais podem ser organizados por níveis, que vão de
simples a moderado ou grave. Entre os mais clássicos estão os transtornos
depressivos, ansiosos e de estresse pós-traumático.
Transtornos depressivos
Exemplos: depressão clássica ou maior, transtorno depressivo
persistente, depressão pós-parto, etc; Causas: fatores genéticos e biológicos
(como variações hormonais e alterações na química cerebral), ambientais e
constituição psicológica; Sinais e sintomas mais comuns: tristeza profunda,
falta de prazer nas atividades que antes eram prazerosas, apatia ou letargia,
falta de apetite, baixa autoestima, falta de energia e desinteresse por
atividades cotidianas (mesmo as básicas de autocuidado); Duração: para ser
considerada com depressão, uma pessoa precisa apresentar tristeza na maior
parte do tempo por mais de duas semanas; sem o tratamento adequado, pode durar
meses ou anos; a distimia ou transtorno depressivo recorrente, por exemplo,
dura em torno de dois anos.
Exemplos: ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade
generalizada, fobia social e outros; Causas: fatores genéticos e biológicos,
ambientais (trauma ou estresse), constituição psicológica, doenças físicas
(cardíacas, hormonais, respiratórias) ou induzido por drogas, entre outras; Sinais
e sintomas mais comuns: estresse desproporcional ao impacto do evento,
incapacidade de superar uma preocupação e inquietação, consequentemente:
preocupação constante, pessimismo e/ou medo fortes o bastante para interferir
nas atividades diárias, alterações do sono, irritabilidade, aperto no peito,
angústia, dificuldade para respirar, tremores, taquicardia, sudorese, sensação
iminente de morte.
Saúde mental vai além da ausência de doenças mentais. Uma pessoa
mentalmente saudável, portanto, é aquela que: Está bem consigo mesma e com as
demais pessoas;
Compreende que tem suas potencialidades e limitações (não pode salvar o
mundo, mas pode ajudar a si mesma e a seu entorno); Tem variadas emoções,
sentimentos e sensações, mas entende que os altos e baixos são necessários para
amadurecimento e desenvolvimento pessoal; Consegue lidar e até se motivar com
os desafios e as mudanças inerentes à vida; Sabe procurar ajuda quando se
percebe em conflitos de ordem íntima, relacional ou que envolvam os mais
diversos campos da vida. Portanto, se um ou mais desses pontos não parece estar
dentro do esperado ou é um incômodo no dia a dia, é importante buscar ajuda
para compreender o que pode ser feito para que estejam todos em ordem.

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