O Futuro do Pedregulho está acontecendo silenciosamente

                                   

O aposentado e técnico de laboratório mecânico João Cardoso da Silva, 82 anos, morador do Pedregulho há 79 anos, disse ao Jornal Nosso Pedregulho (JNP), que a Rua Alfonso Giannico, foi liberada para ter comércios ligados ao aeroporto Edu Chaves e, junto com a Rua Caramurus, serão acesso ao aeroporto às pessoas que forem fazer voos comerciais. “A Câmara aprovou e isso é uma estratégia da prefeitura para agilizar o acesso das pessoas que farão voos civis”, disse João Cardoso.


Avião- De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo, a empresa Rede Voa, que tem concessão operacional até 2052, tem até 2029 para iniciar as obras no aeroporto de Guaratinguetá. A princípio a Rede Voa anunciou que as obras iniciariam em 2025, mas hoje em 2026 as obras não se iniciaram e, ao ser procurada para comentar o assunto, a Rede Voa não deu retorno até o fechamento desta matéria.

Prédios- Além das informações sobre o aeroporto Edu Chaves, João Cardoso disse que além do prédio que subiu na Av. João Pessoa, próximo a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes outros estão previstos para serem construídos na altura do nº 240, também na Av. João Pessoa. “Um pouco antes da ponte que liga o Pedregulho ao centro da cidade, ainda não se iniciou a construção do novo prédio, porque o dono do prédio onde funciona um Laboratório (Vital Brasil), na João Pessoa, não quer vender o imóvel”, disse o técnico, que acredita que no futuro o Pedregulho terá muito mais prédios que atualmente.


         


História- João Cardoso contou que seu pai Miguel Cardoso da Silva e sua mãe Tereza Palandi e seus irmãos, vieram em 1947 do bairro Capituba, para morar em uma pequena casa na Rua Tamoios no Pedregulho, rua que hoje se chama Alfonso Giannico. “Nessa época todas as ruas eram de terra e todas tinham nomes indígena e, na minha opinião, mudar os nomes das ruas do Pedregulho é apagar a história do Pedregulho, é tirar a identidade do bairro”, opinou o aposentado, frisando que sua primeira lembrança no bairro é a participação nos eventos da Igreja Nossa Senhora da Glória, que na época era conhecida como Igrejinha.

40’s- Nos anos 40, o Pedregulho que completou 132 anos em 2026, tinha muitos terrenos vazios, poucas casas e, de acordo com João Cardoso, o local era uma fazenda da família Rodrigues Alves. “Eles doaram para a Igreja Nossa Senhora da Gloria uma área que começava na Av. João Pessoas e ia até a rua do cemitério (Caramurus) e da rua Joaquim Maia até a rua Guaranis. Na época, houve uma história de que um fiscal da prefeitura começou a vender terrenos que eram da igreja, área que era da igreja Nossa Senhora da Glória”, contou o técnico.


João Cardoso é do tempo em que onde hoje é o ETEC, havia um campo de futebol e uma pista de malha, local onde muitos moradores do bairro se divertiam todos os dias. “Eu joguei muito nesse campo, mas muito mesmo. Muito trabalhadores passavam por trás dom campo de malha, pra cortar caminho, saindo atrás da Igrejinha”, contou o aposentado, lembrando que no Clube de Regatas, que funcionou onde era Câmara Municipal, na Av. João Pessoa, os ricos nadavam no caixotão e os pobres no rio Paraíba.

 


 

 

 

 

 

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Pela 1ª vez PSOL terá pré-candidato a prefeito em Guaratinguetá

A trajetória de pai Rogério antes e depois da Tenda de Caridade Caboclo Flecha Verde

Coligação da pré-candidatura de Junior Filippo é a maior de Guará